Gruyères na Suíça: uma vila medieval dos sonhos!


Quem gosta de queijo e chocolate levanta a mão?! E se eu disser que você pode aproveitar um dia em Montreux ou Interlaken para conhecer dois lugares formidáveis?!

Nesse post “Gruyères na Suíça: uma vila medieval dos sonhos!”, eu falarei de como otimizar o seu tempo para aproveitar bem o dia.

A região de Gruyères é conhecida mundialmente, não é à toa que há um queijo batizado com esse nome e a cidade de Broc recebeu de braços abertos a fábrica da Maison Cailler.

São dois destinos fabulosos para quem gosta de apreciar um bom queijo e ama chocolates e o melhor, eles ficam próximos um do outro, que maravilha! São quase 5,5km de distância.

Como chegar em Gruyères?

Eu estava hospedada em Montreux e como eu tinha o Swiss Travel Pass, fui de trem. A viagem já é fantástica! Pois o trem passa pelo Parque Natural Regional de Gruyeres.

Há um trem de linha com vagões decorados como os do famoso Expresso Oriente, o Belle Epoque Classic, e para a minha surpresa, ele estava parado na plataforma no momento que cheguei na estação. Sensacional! 



Não se paga nada a mais para andar nele. No meu caso, eu tive sorte em pega-lo, porque não tinha pesquisado os horários antes. Mas acredito que vocês possam perguntar na própria estação ferroviária pra se programarem.




Eu fui de Montreux até Montbovon no Belle Epoque Classic e depois, peguei outro sentido Gruyères. A viagem toda dura por volta de uma hora.



Dica: chegar cedo em Gruyères, antes dos grupos de turismo.

O que fazer em Gruyères?

1- La Maison du Gruyeres: assim que você chega na estação de Gruyères, você já avista La Maison du Gruyères. Ela não é a única fábrica de queijo da região, mas, definitivamente, é a mais próxima da estação (só atravessar a rua). Então a escolhi pois é uma das mais bem organizadas para receber o turismo, além de que precisava otimizar o tempo.



Dica: antes de sair da estação do trem, lembre de tirar uma foto dos horários do ônibus que vai para a cidade. Como eu tinha o Swiss Travel Pass, todos os meios de transporte já tinham sido pagos e eu só tinha que mostrar o meu passe e o passaporte.

Como fazer para entrar na La Maison du Gruyeres?

Logo na entrada, há um balcão onde o ingresso é vendido. A entrada é gratuita para quem tem o Swiss Travel Pass. 




Cada visitante recebe um mimo da Maison, pedaços de três tipos de queijos para experimentar. Adorei!



O que fazer na La Maison du Gruyères?

Ela montou um espaço muito bacana e interativo, onde o visitante recebe um áudio guia para acompanhar a evolução do queijo na região e as etapas da fabricação.



Há um estande enorme com recipientes contendo cheiros de flores. E aí você me pergunta: mas Dani, não tinha que ser algo sobre queijos? Bem, a exposição da Maison é tão completa, que eles introduzem o visitante a conhecer desde o pasto que a vaca come até a produção de queijo feita hoje em dia. Acredita?! Achei fantástico! Não sabia que a planta que a vaca come influencia na qualidade e tipo de queijo.






Depois você passa por painéis enormes e muito bem elaborados sobre a história do queijo, quantidade de litros de leite para fazer um queijo, quantos litros uma vaca pode produzir entre outros assuntos.

Dica: se você for de manhã, poderá assistir ao vivo os trabalhadores da Maison preparando o queijo nos caldeirões e se tiver muita sorte, desenformando o queijo (já na etapa final).




Após a visita, você entrega o áudio guia no balcão de entrada e vai para a lojinha, que parece um mini mercado. Há também um restaurante, mas não fiquei para almoçar lá.






A ideia era almoçar na cidade de Gruyères, então, atravessei a rua e fui para o ponto do ônibus, já sabendo que estava no horário dele.



Dica: sugiro que peguem o ônibus porque a cidade de Gruyères fica no alto de um monte.

Chegando no ponto final, tirei outra foto dos horários, mas agora, das saídas da cidade para a estação de trem. O ônibus não entra na cidade, mas te deixa bem pertinho. O estacionamento para carros fica num piso inferior ao da cidade e as pessoas ainda tem que enfrentar uma boa escadaria.



2- A cidade medieval de Gruyères: simplesmente, imperdível! Ela é bem pequena, mas encantadora! Se você for durante a primavera até o início do outono, verá muitas flores enfeitando as sacadas das casas e hotéis. A maioria das edificações da cidade, hoje em dia, abriga hotéis, lojas e restaurantes.




Dica: se tiver tempo, fique uma noite em Gruyères. O lugar te inspira a parar no tempo e viver momentos de puro relax.

3- A igreja St Théodule: foi construída em 1254. A cidade medieval de Gruyères é tão pequena, que há somente duas vias principais, uma no sentido para o castelo e a outra, para a igreja. 



Quando fui, estava ocorrendo um evento na cidade e a via de acessoa a igreja estava interditada para o turismo.




4- O Museu HR Giger: se lembra do filme O Oitavo Passageiro? E depois todos os outros que vieram após o estouro dessa bilheteria? Pois bem, HR Giger (Hans Ruedi Giger), foi um artista e escultor, que ganhou fama através de sua arte surrealista, trabalhando com uma estética biomecânica.




 O livro de Giger, Necronomicon de 1977, foi inspiração para que o Ridley Scott, diretor do filme Alien colocasse a teoria em prática.



HR Giger montou um museu em Gruyères com todos os itens possíveis e imagináveis de sua coleção. Desenhos, maquetes, algumas esculturas do Alien em tamanho natural (surpreendente!), pinturas e, inclusive, o Oscar, que ganhou pelos Efeitos Visuais, em 1980. 



O lugar é sensacional para os amantes do filme. Eu adorei! Pena que é proibido tirar fotos no interior.

Dica: quem tem o Swiss Travel Pass não paga para entrar.



5- O Château de Gruyères: um evento à parte, imperdível! Ele fica localizado no ponto mais alto de Gruyères, onde se pode ter uma linda vista panorâmica. 



Um dos mais famosos da Suíça, já foi moradia de gerações de condes de Gruyères entre os séculos XI e XVI. Após a falência do último conde, o château foi vendido, entrando numa nova fase, onde era residência de Oficiais da Justiça e Prefeitos, até que em 1849, as famílias Bovy e Balland compraram o château e reformaram com ajudas de artistas de época.




Hoje, o château pertence ao Cantão de Friburgo, que o mantém como museu, com exposições permanentes e temporárias.




De todos os que visitei na Suíça, foi o meu predileto, a sua manutenção é impecável. Os ambientes foram mantidos com os móveis e utensílios domésticos de época.






Ele parece pequeno, mas não é! Há alguns andares com salas, quartos e exposições escondidas nos acessos para o jardim, além do próprio jardim. 









6- Fondue em Gruyères: os restaurantes dos hotéis são uma ótima pedida para degustar o fondue local. Eu fui no restaurante do Hotel de Ville: o foundue estava delicioso, mas o serviço é bem demorado. 


Dica: importante reservar uma mesa, pois a cidade fica cheia na hora do almoço com os grupos, sem contar com os hóspedes dos hotéis.



Acredito que aproveitei bem a parte da manhã explorando Gruyères, experimentei um fondue maravilhoso e perto do horário do ônibus, fui dando adeus a cidade para descer até a ferroviária.

Sugestão de hospedagem em Gruyères?


1- Gruyère Rooms

2- Hotel de Gruyères
3- Hotel de Ville
4- Hostellerie Saint Georges

Chegando na estação, esperei um pouco até chegar o trem para Broc, onde fica a Maison de Cailler.








Aprenda a planejar a sua viagem e não esqueça de alguns detalhes fundamentais, como:

1- O Seguro Viagem: hoje em dia, não tem como viajar para o exterior sem o seguro viagem. Há diversos no mercado, por isso, eu sempre pesquiso pelo Seguros Promo

Você preenche o destino e a data da viagem e ele faz uma busca com as seguradoras do país,  informando o melhor preço. 




2- O aluguel do carro: outro item que a gente faz perder um tempão pesquisando. Hoje, eu faço a minha pesquisa através da Rent Cars, um site que compara aluguel de carro em mais de 100 locadoras do mundo. 

Sem contar que pode pagar em Real, evitando o pagamento do IOF.







2 comentários:

  1. Adorei o post e me fez reviver o que vivi recentemente!! :) Saudades ja hahaha... beijos!

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