Praias no Espírito Santo

Segredos da Bahia: Caraíva!



Esse post foi escrito pelo Alain Hertz, que foi a Caraíva há pouco tempo e gentilmente disponibilizou dicas e fotos do sul da Bahia para os leitores do blog Na Mochila da Ninja. Muito obrigada!

Segue abaixo o relato do Alain Hertz:


Passei pelo paraíso! Onde fica? Em uma península bem no Sul da Bahia, um lugar paradisíaco que remete a paz que tanto buscamos: Caraíva.

É um pequeno e gracioso vilarejo de Porto Seguro, localizado no encontro do Rio Caraívas com o mar. 

Falarei um pouco da minha passagem por esse lugar sereno e quase secreto, deixando dicas de como chegar e o que fazer. 


Como chegar em Caraívas?

GOOGLE MAPS

Há três maneiras de se chegar em Caraíva:

1- De carro ou moto: saindo do RJ, a rota mais interessante é pelo litoral, podendo realizar paradas programadas para dormir. Segue pela BR- 101 até Itamarajú-BA e após 42 km, pegue a sua direita, percorrendo aproximadamente 40 km de estrada de chão bem acidentada.

2- De ônibus: o destino será Porto Seguro e de lá, pegar outro ônibus para Caraívas (2 horas de viagem de estrada de chão).

3- De avião: o destino será Porto Seguro e de lá, pegar um ônibus para Caraívas ou contratar uma agência de turismo (2 horas de viagem de estrada de chão).

Atenção: não há carros no vilarejo, pois, chegando lá, a travessia do rio Caraiva é feita por canoas não motorizadas e guiadas pelos nativos até a pequena vila que fica incrustada a beira rio.




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O que fazer em Caraíva?

Tudo é feito com o pé na areia, pois não se pode ter nenhum veiculo motorizado, por isso, eles mantiveram os incríveis Jubers, que são os jumentos com carroças. É um dos principais meio de transporte do local, que ajuda o visitante a levar e trazer as bagagens em sua entrada e saída.



Dica: não esqueçam de levar dinheiro. 

Abaixo, segue o meu roteiro em Caraíva como sugestão para vocês:

No primeiro dia: fiquei ali entre o rio e o mar relaxando e nadando contra uma correnteza que vai em direção ao mar e no final da tarde, ela se inverte fazendo uma pororoca bem calma.




A noite, a boa é curtir o forró do Pelé, que é sensacional, bem animado. O lugar pode ser pequeno, mas se come muito bem nos restaurantes locais. 

No segundo dia: acompanhei a tábua das mares no dia anterior e reservei o segundo dia para andar até a Praia do Espelho. É uma boa caminhada de aproximadamente 9 km de caminhada pela praia.



Adorei a caminhada, mas precisa ter disposição!

Quem estiver vindo por Porto Seguro, poderá conhecer a Praia do Espelho antes de chegar em Caraívas pegando a rota: Arraial da D´Ajuda, Trancoso, Itaquena, Praia do Espelho e Caraíva.

No terceiro dia: programei para subir o rio Caraíva, que pode ser feito de barco (R$100 por pessoa) ou andando pela aldeia até a borda, percorrendo aproximadamente 4,5 km. 



Chegando lá em cima, você desce o rio de boia ou macarrão (pedir emprestado ou levar a sua) flutuando até voltar para a vila. Você deixa a correnteza do rio, que é leve, te levar os 4,5 km de volta entre o manguezal e lindas paisagens.



Não se preocupe, pois não há nenhum predador no local que possa te atacar, a areia da praia é depositada no fundo do rio (devido a maré) e não tem galhos no fundo, eliminando o risco de arranhões.

No quarto dia: programei para visitar a Ponta do Corumbau, onde tem uma vila de pescadores e algumas pousadas que oferecem todo tipo de serviço. 

Como chegar?

Você ir a pé pela praia ou de bugre pela estrada.



O lugar fica localizado no Parque Nacional Monte Pascoal, residência dos índios Pataxós que produzem e vendem artigos de decoração e beleza para os visitantes como: brincos, colares e artesanato indígena, a um preço justo, vale a pena comprar para colaborar com a cultura local.

Curiosidade: em Caraíva, a energia elétrica chegou desde 2007, devido a isso, as pousadas oferecem o conforto de quartos climatizados (ar condicionado) e wifi para se conectar com o mundo deixando para trás.. kkkk... 



Mas o mais curioso nessa minha viagem foi de não ter encontrado mosquitos no local. Talvez possa ter sido a época em que estive por lá. 




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